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quinta-feira, 17 de março de 2011

Legião: a luta contra o apocalipse





Guardiões de Deus e prontos para a luta, assim são os anjos do filme Legião. Contudo, um deles, não consegue obedecer às ordens do Todo Poderoso e sua rebeldia será o estopim para o começo dessa história. Aventura, com doses suaves de suspense, alguns ferimentos em carne viva e boas cenas de ação. Ou seja, temos pela frente mais um bom e velho exemplar de cinepipoca!A intenção dessa produção foi apresentar um típico thriller sobrenatural, mas no final conseguimos mais risadas ao invés de sustos. A produção em si não é tosca, mas suas situações sim. Absurdas e exageradas, contudo isso não tira a graça da trama, ao contrário a faz simpática, trazendo à tona mais uma história sobre o fim do mundo, porém visto sob uma ótica levemente diferente, sendo interessante em sua proposta. Uma boa diversão, nada mais. E isso para quem gosta dos filmes do gênero.O seu roteiro é simples e objetivo, se atento a contar os acontecimentos sobre a decisão e missão do anjo Miguel (Paul Bettany). Este resolveu defender a humanidade e ir contra a vontade de Deus, que está querendo exterminar todos os seres humanos. Pois é! O Pai dos pais está descontente, devido as nossas atitudes destrutivas, ou seja, por estarmos mais voltados ao lado negro da força. Assim, observamos este apocalipse, através das pessoas com as quais este anjo defensor se encontra.



Esta restrição de cenário me fez lembrar um filme B, contudo excelente: O Nevoeiro, onde os personagens ficam presos num supermercado (mas só em relação as locações, pois o filme analisado aqui nem de longe alcança o resultado final do citado agora).A ideia de restringir o local de ação pode ser algo muito bacana se for bem trabalhado. Para dar certo é preciso saber utilizar bem o suspense, a ação e principalmente caprichar nos diálogos, evitando que o longa não se torne cansativo e entediante, principalmente em suas partes mais calmas. Legião consegue extrair desse potencial um grau fraco, pois quando há ação o ponteiro de bom entretenimento sobe. Nos momentos mais tranquilos o conteúdo das conversas não consegue segurar o expectador e a atenção cai. Já com relação ao suspense, este se apresentou oscilante. Há cenas bem trabalhadas, entretanto, outras caem no ridículo, exemplo: a parte da velhinha possuída (foi hilário, mas se encaixaria melhor a uma sátira do gênero, porém não é caso aqui).Os efeitos do filme são (como no título) bacaninhas, são bem feitos, mas não são o suficiente para segurar a trama, por isso o diminutivo. Faltou profundidade no assunto, mais diálogos instigantes, algo suficiente para dar o tom certo, transmitindo mais veracidade sobre os fatos apresentados. Infelizmente essa parte deixou a desejar, sobrando ao menos o suficiente para entreter, mas não para salvar esta produção. Esta foi rebaixada por sua produtora, a Sony, lançando-a por aqui diretamente em DVD. Ainda sem data prevista.No elenco temos nomes de peso ou pelos menos conhecidos do grande público, como Dennis Quaid, além de Paul BettanyDoug JonesTyrese GibsonKevin Durand e Kate Walsh. A direção é de Scott Stewart, profissional especializado em efeitos especiais e que resolveu se aventurar como diretor, pela primeira vez, nesse projeto. Talvez isso explique o resultado do longa, afinal, trabalho de principiante sempre é carregado de um grande potencial seguido de um saldo mais negativo. Ou seja, mais um filme de grande potencial perdido. Prometia, como eu disse prometia. Não é à toa que está classificado como fantasia, gênero (quem sabe) escolhido para justificar seus erros e acertos.


TRAILER DE LEGIÃO:

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