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segunda-feira, 7 de março de 2011

Jackass 3D, mais insano do que nunca




Jackass 3D” é o terceiro filme baseado na amalucada franquia de pegadinhas e super cacetadas da MTV. Sem qualquer fio narrativo, a proposta na verdade é seguir os protagonistas em seus desafios surreais, sempre enfrentando o perigoso e o indigesto para que os expectadores possam curtir algumas das seqüências mais toscas do audiovisual. Como no sucesso da TV, o longa até abre/fecha com o famoso lembrete de “nunca tentem fazer isso em casa”, já que as peripécias de Johnny Knoxville & Amigos são realizadas por doidos especialmente treinados para isso. Os caras são profissionais. E topam qualquer parada pra arrancar umas piadas ou desafiar o que existe de mais sensato. Portanto, se você é capaz de desligar o lado seguro e inteligente do cérebro, seja bem-vindo, pois este título tem tudo a ver contigo.



Deve haver um fator cultural que justifica o sucesso de “Jackass”. Existe realmente um interesse coletivo em vermos gente se dando mal, levando pancada ou virando motivo de piada. Abusando deste tipo de humor físico, as aventuradas cobaias desta versão “3D” do programa utilizam-se desta tal burlesca e sádica “atração” para conquistar os cinemas, entregando às massas aquilo que ela mais deseja, ou seja, gente se dando mal, levando pancada ou virando motivo de piada. Outro ponto essencial para a bobeira funcionar é a maneira descontraída e documental com que tudo é registrado. Os “dublês-interpretes” se divertem em cena e gargalham de todas as façanhas ou loucuras empreendidas por eles, levando muito a sério um importante elemento para a boa comédia: saber rir de si mesmo.



Com o auxílio das três dimensões e de uma super câmera lenta que filma os menores detalhes, automaticamente se acrescenta outra "dimensão" para os acontecimentos registrados em “Jackass 3D”, agora mais nojentos e dolorosos graças aos novos efeitos - que aumentam consideravelmente o tamanho e o impacto das coisas. Algo que nem seria preciso, pois várias das provas “bestas” da película já fariam o serviço sem a necessidade do retoque das atuais tecnologias. E isso fica claro nos gritos agonizantes e nos vômitos que elenco e equipe soltam no desenrolar das gravações. Nem o cameraman consegue escapar da tortura. E o longa-metragem se resume dessa forma. Uma colagem de situações abobalhadas e bizarrices sem fim que vão se sucedendo durante a projeção.



Mas o grande segredo do produto vem do tipo de narrativa abordada por ele. A sacada é mexer com a expectativa criada a cada possível atitude biruta dos envolvidos, nos momentos em que a antecedem, criando uma forte sensação de “não, eles não vão fazer o que estou pensando, não é possível”. Para, então, sermos surpreendidos com o “Sim, eles vão!” Assim, a ansiedade derivada de tal artimanha já é suficiente para despertar a atenção de quem estiver sentado na poltrona, independente da “asneira” apresentada. Ou da falta de graça em alguns quadros. Dessa forma, é mais do que justa a aparição da dupla Beavis and Butt-Head logo na abertura, principalmente se considerarmos que, quanto mais identificados com a personalidade deles estivermos, mais chances teremos de gostar deste “Jackass 3D”, conseqüentemente.


TRAILER DO FILME:

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