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terça-feira, 31 de maio de 2011

Estrada Maldita de Gregory Jacobs





Suspense produzido pelo ator George Clooney e pelo diretor Steven Soderbergh. A história gira em torno de dois estudantes que dividem carona em uma viagem para casa durante um feriado. No meio do caminho, eles acabam se perdendo e chegam a uma antiga estrada deserta, onde aconteceram muitas mortes. Ali, a dupla passa a ser assombrada pelos fantasmas que existem no local.



Um remake de filme de terror japonês é freqüentemente uma má idéia. Um filme americano de horror que se parece com um é pior. "Estrada maldita" (Wind Chill, EUA, 2007) conta uma declarada história verdadeira num formato de filme de terror japonês. Isso significa uma atmosfera de claustrofobia, um estilo estético e especialmente uma trama baseada em espíritos que querem vingança por algo que os vivos lhe fizeram. Mas no fim é somente um filme em que nada acontece, com má atuação e direção preguiçosa. 





A história é baseada em declarados acontecimentos reais ocorridos em 1950. Uma universitária (Emily Blunt, de “O Demônio Veste Prada”) pega uma carona para Delaware com um colega de classe. No decorrer da viagem ele se mostra mais e mais esquisito. O rapaz parece saber tudo sobre ela. Repentinamente, ele decide tomar um atalho e o carro sai da estrada. Agora, os dois estão sob uma tempestade de neve, sem qualquer idéia do que acontecerá. 




Bem, nada acontece durante muito tempo. Leva quase uma hora até a trama realmente começar (talvez o diretor esteja tentando mostrar como é chato ficar sob uma tempestade de neve. Bem, funciona). Quando algo começa a acontecer, compreendemos que o diretor não tem o ritmo para a direção de suspense. É lento quando nada acontece e rápido quando algo acontece, mas o estilo do suspense é exatamente o contrário (basta pensar na cena do banho de “Psicose”, que parece interminável – o suspense prolonga os momentos importantes e passa rápido pelos que nada significam).





Em alguns filmes de horror, a atuação é a única coisa que os faz valerem à pena. Não é o caso aqui. Emily Blunt é melhor vestindo Prada do que como atriz de terror. A verdade é que o horror exige muito dos atores, porque há o risco do exagero e da falta de ritmo. As expressões de Emily Blunt são tão afetadas que às vezes nós temos medo dela e não do terror mesmo. Ela também corre num estilo tão “estou-representando” que parece fazer cooper, não fugir. Além do mais, a interação entre ela e Ashton Holmes (que interpreta seu colega) não é boa em nenhum momento. Às vezes um filme de horror é bom como obra "séria", porque traz uma mensagem. Por exemplo, “O Enigma do Outro Mundo”, de John Carpenter. Na maioria das vezes, os filmes de horror são somente engraçados porque trazem humor, cenas empolgantes e atrizes/atores com sex appeal. Por exemplo, "Van Helsing". Mas "Estrada Maldita” não é bom nem como obra "séria" nem como entretenimento. Tomar um sorvete sob uma tempestade de neve é mais excitante. 


Trailer de Estrada maldita:





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