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segunda-feira, 20 de junho de 2011

Uma luta entre sonhos e pesadelos!



Stephen King transita em seus livros por alguns gêneros como o sobrenatural, a ficção científica, o terror, o suspense, as aventuras pré-adolescentes e os dramas, nos quais explora os laços de amizade entre companheiros inseparáveis. Boa parte de suas obras tem como pano de fundo o Estado norte-americano de Maine, de gelados invernos, cidades de interior e bosques lúgubres. Misturar esses ingredientes, criando cenários que parecem relacionar todas as suas obras, é um dos traços que tornam o escritor tão apreciado por milhões de leitores no mundo todo.A afirmação acima é facilmente constatada em adaptações como Conta comigo (Stand by me, de Rob Reiner, 1986), A coisa (It, de Tommy Lee Wallace, 1990), Louca obsessão(Misery, de Rob Reiner, 1990), À espera de um milagre (The green mile, de Frank Darabont, 1999) ou Lembranças de um verão (Hearts in Atlantis, de Scott Hicks, 2001). É também o caso de Apanhador de sonhos (Dreamcatcher, de Lawrence Kasdan, 2003), novo filme baseado em livro de King, que chega às telas nesta sexta. Com a diferença de que, desta vez, ele não fica contido a um ou dois gêneros. Utiliza todos de uma só vez e a história acaba prejudicada pelos excessos.


Em Apanhador de sonhos, quatro amigos de infância se reúnem numa cabana nos bosques gelados do Maine, como fazem tradicionalmente há vários anos. A idéia é caçar, tomar umas cervejas, falar besteiras e lembrar Duddits (Donnie Wahlberg, o Backstreet boy, irreconhecível), o amigo doente que eles não vêem há décadas.Além de sua amizade, os quatro amigos partilham de um laço especial. Jonesy (Damian Lewis), Henry (Thomas Jane),Pete (Thimothy Olyphant) e Beaver (Jason Lee, divertido como sempre) ganharam poderes incríveis na infância. Habilidades que na época foram responsáveis pelo salvamento de uma garotinha da morte. Agora, já adultos, seu heroísmo será mais uma vez requisitado quando um estranho caçador aparece na cabana deles inconsciente da doença que carrega consigo. Com ele, uma poderosa tempestade de neve traz algo mais... uma força alienígena que irá colocá-los mais uma vez à prova. Desta vez, em definitivo.Interessante em alguns momentos - principalmente nosflashbacks da infância e nas seqüências mais criativas, como o "arquivo mental" de Jonesy -, o filme se perde conforme se aproxima da conclusão e ganha escala. Faltou a mão do diretor, que não conseguiu descobrir a tempo quais arestas deveria ter eliminado para deixar o filme com mais suspense e drama e menos dependente de efeitos visuais. Basta lembrar da melhor adaptação de King para as telas, O iluminado (The Shining, 1980, do genial Stanley Kubrick) - que foi uma das mais alteradas em relação ao livro -, para se ter certeza disso.Enfim, a própria Warner Bros. atesta a qualidade mediana de sua produção ao preferir divulgar em comerciais o curta-metragem O vôo final de Osiris, que será exibido junto a todas as cópias do filme, e não o longa-metragem em si.  Eu não faria diferente, afinal, o curta - parte da franquia Matrix - dá um banho em Apanhador de sonhos e deve ser o responsável pela fraca bilheteria do filme não ter sido ainda pior nos Estados Unidos.

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