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quarta-feira, 6 de julho de 2011

Premonições com Sandra Bullock





Desde o começo de Premonições (Premonition, 2007) você sabe que há algo de errado. Sandra Bullock, a rainha das comédias românticas, em um thrillersobrenatural realmente não é o mais comum. Na verdade, essa é a primeira vez que a já quarentona, mas ainda bela, atriz se mete no campo do além-da-imaginação. Nas bilheterias, o resultado pode ter sido bom, 18 milhões de dólares no seu fim de semana de estréia nos Estados Unidos, recorde em sua carreira. Mas o filme em si está longe de atingir algo tão positivo.A atriz até se esforça. Corre, faz cara de medo e chora, mas o roteiro de Bill Kelly é fraco. Ele começa mostrando o dia-a-dia de Linda (Bullock) com suas duas filhas (Shyan McClure Courtney Taylor Burness). Depois de deixar as meninas na escola, fazer exercícios e lavar roupas ela ouve um recado na secretária eletrônica. Era o marido (Julian McMahon, o Dr. Destino de Quarteto Fantástico) pedindo desculpas por algo dito na noite anterior, do qual ela não se lembra. O xerife local bate na porta e dá a notícia: ela acaba de se tornar uma viúva.


Descrente no que está acontecendo com sua vida, ela começa a pirar. E quando consegue dormir, acorda para encontrar o marido ainda vivo, tomando café na cozinha. Teria sido um pesadelo? Bom, o nome do filme não deixa dúvidas, aquilo foi uma visão do que está por vir. Mas e agora, o que fazer? Ela deve avisá-lo e tentar mudar seu futuro? Ela tem poderes para isso?Num complicado mundo de idas e vindas no tempo, com Linda acordando ora ao lado do marido, ora viúva, o filme vai se perdendo. Em alguns momentos é espiritual. Em outros, religioso.E termina de forma até que inspiradora, porém bastante abrupta. Tipo: "pronto, acabou", provando o problema que o cineasta alemão Mennan Yapo tem com o ritmo de sua história. Mas conhecendo Hollywood como conhecemos, é possível prever que o sucesso comercial será mais importante que o artístico e que em breve vamos acordar para ver outro de seus filmes por aí.

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